julho de 2022

Aldous Huxley

Aldous Huxley (que nasceu no dia 26 de julho de 1894) foi um escritor visionário com enfoque nos meandros do futuro da Civilização. Romancista, crítico e ensaísta, autor de uma vasta obra, corria-lhe nas veias um profundo interesse pela ciência, que se refletiria no seu livro mais famoso, Admirável Mundo Novo.
Repartiu a sua vida entre a Itália, a França e os EUA, país que o perturbou pela sua mescla de hedonismo e de puritanismo. De satirista social e figura próxima do Grupo de Bloomsbury, nos anos 20, às suas experiências com a mescalina e o LSD, nos anos 40 e 50, e à viragem para o pacifismo e para o misticismo, reinventou-se continuamente, sendo considerado um dos maiores escritores do século XX

Aldous Leonard Huxley nasceu em Godalming, Inglaterra, no dia 26 de julho de 1894. Filho de um professor e escritor e neto de um famoso naturalista, Huxley cresceu no seio da elite intelectual inglesa. Estudou no Eton College, mas foi obrigado a abandonar os estudos por causa de uma doença nos olhos que o deixou quase cego. Mais tarde, recuperado da visão, voltou aos estudos. Em 1913, ingressou no Balliol College em Oxford, obtendo a licenciatura em Literatura Inglesa, em 1915.

As suas primeiras publicações foram coletâneas de poemas, entre eles “The Burning Wheel” (1916) e “Jonah” (1917). Foi jornalista na revista Athenaeum e crítico de teatro na Westminster Gazzette. Publicou a sua primeira obra em prosa, “Limbo”,1920, e a sua primeira novela, “Crome Yellow”, em 1921, na qual faz uma crítica severa aos ambientes intelectuais que frequentava, desde muito novo.

Aldous Huxley viajou bastante: esteve em Paris e, em seguida, residiu na Itália, época em que escreveu “Point Counter Point” (1928), obra que reflete a sua solidez intelectual e as técnicas modernas da arte da novela. Em 1932, publicou o seu livro mais importante e que o tornaria famoso,“Admirável Mundo Novo”, onde alia a sátira e a ficção de caráter visionária e pessimista, retratando uma sociedade regida por um sistema de castas. Em 1936, publicou “Eyeless in Gaza”, de teor autobiográfico.

Em 1937, Aldous Huxley mudou-se para os Estados Unidos, viveu na Califórnia e, no ano seguinte, foi para Hollywood onde passou a escrever roteiros para cinema. Seguiu-se a época mística da sua carreira. Em 1941, aproximou-se da literatura religiosa da Índia e manteve contacto com a “Vedanta Society” de Los Angeles. Publicou “The Art of Seeing” (1942) e “Time Must Have a Stop” (1944), este inspirado no Livro Tibetano dos Mortos. Em 1946, publicou uma coletânea comentada de textos místicos, “La Philosophia Eternelle” (A Filosofia Perene), onde procura uma estrutura comum às várias religiões.

A partir de 1950, Aldous Huxley iniciou mais uma nova etapa de sua vida, agora relacionada com as drogas, consumindo alucinogénios como mescalina e LSD, para expandir a consciência e descobrir novos horizontes do pensamento humano, fase que resultou na publicação do livro “As Portas da Percepção” (1954), que causou impacto na sociedade norte-americana da altura.

Em 1960, Huxley foi diagnosticado com um cancro de laringe. Nos anos seguintes escreveu “A Ilha” (1962) e “Literatura e Ciência” (1963), a sua última obra.

A sua anterior experiência com drogas foi tão marcante que ele planeou deixar este mundo numa viagem com LSD. Depois de três anos lutando contra a doença e às portas da morte, pediu a sua mulher, Laura, para lhe injetar diversas doses de LSD. Numa carta endereçada ao irmão de Huxley, Laura relata como foi a morte do marido, sob o efeito do ácido, que ocorreu em Los Angeles (E.U.A.), no dia 22 de novembro de 1963, tinha o autor 69 anos.

Fonte: https://www.ebiografia.com/aldous_huxley/