maio de 2022

Maria Teresa Horta

Conhecida como escritora, poetisa, jornalista e convicta defensora da causa feminina, Maria Teresa Horta nasceu a 20 de maio de 1937, em Lisboa.

Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e estreou-se na poesia, em 1960, com o livro Espelho Inicial.

Após algumas experiências noutras publicações, iniciou a sua longa carreira profissional como jornalista, em 1968, no projeto A Capital, num vínculo que atravessará todo o regime marcelista, prolongando-se até à mudança instaurada em 25 de abril de 1974. Veio a colaborar em vários outros periódicos ao longo dos anos, nomeadamente no Diário de Notícias, na Mulheres, na Marie Claire e na Magazine Artes.

Além de conviver com o totalitarismo e a censura do «lápis azul» no seu dia a dia como jornalista, sendo militante da causa feminina – recusando-se, contudo, a integrar os estereótiposfeministas - Maria Teresa Horta foi perseguida pela PIDE e viu os seus livros censurados. Um deles - Novas Cartas Portuguesas, escrito em parceria com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa – converteu-se num marco inquestionável na história da literatura portuguesa. Foi publicado em 1972 – há precisamente 50 anos - e mobilizou a opinião pública contra o Estado Novo, tendo tido repercussões internacionais.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou, em abril de 2022, a escritora e jornalista Maria Teresa Horta com a Ordem da Liberdade.

Bibliografia:

A sua obra poética editada em Portugal - 17 títulos, entre os quais o inovador Minha Senhora de Mim, recentemente reeditado – está coligida em Poesia Reunida (2009). Posteriormente, trouxe a público Poemas para Leonor (2012), A Dama e o Unicórnio (2013), Anunciações (2016) – Prémio Autores SPA / Melhor Livro de Poesia 2017 –, Poesis (2017), Estranhezas (2018), vencedor prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d’Escritas 2021, e a antologia pessoal Eu Sou a Minha Poesia (2019).

Na ficção, é autora de Ambas as Mãos sobre o Corpo (1970), Ana (1974), Ema (1984), Cristina (1985) e A Paixão segundo Constança H. (1994), e co-autora, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, das internacionalmente reconhecidas Novas Cartas Portuguesas (1972).

Em 2011, publicou As Luzes de Leonor, romance sobre a Marquesa de Alorna distinguido com o Prémio D. Diniz, da Fundação da Casa de Mateus. Em 2014, ano em que lhe foi atribuído o Prémio Consagração de Carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores, editou o volume de contos Meninas. Tem livros editados no Brasil, em França e Itália.

Quotidiano Instável - Crónicas (1968-1972) é o seu mais recente livro.